domingo, 15 de março de 2009

Um dia de sultão

Rabat eh a capital do pais e, nao a toa, foi a cidade que escolhi para experimentar o lado mais rico do Marrocos. Para comecar, escolhi me hospedar em um riad, tipo de hotel tradicional e mais chique, mas tambem nao abusei, paguei 40 euros por uma noite em um quarto soh para mim.

O riad Marhaba (http://www.riadmarhaba.blogspot.com/) pertence a um jovem casal de franceses muito simpaticos, que moram e trabalham no pais como professores. O rapaz me deu um mapa da medina e me indicou todos os lugares aonde eu deveria ir e como fazer para chegar. A medina da cidade nao eh complicada, mas a ajuda foi realmente muito bem-vinda. O riad eh otimo e tem um terraço com uma bela vista.

Na hora do almoço, tambem nada de economizar. Fui a um restaurante onde se podia notar nas outras mesas os empresarios ou politicos marroquinos discutindo seus negocios, enquanto um funcionario ao fundo tocava jazz no piano. Pedi ateh sobremesa, um sorvete de cafe com um brownie maravilhoso, e a conta saiu 240 dirhams (algo em torno de 70 reais). Uma vez na viagem dah para fazer isso!

Nao sei se o dia de rei no Marrocos foi fundamental, mas eu realmente gostei de Rabat. Capital apenas desde 1956, quando o país se desvencilhou do domínio frances, a cidade eh calma e organizada. A influencia europeia aqui eh talvez mais perceptivel do que em qualquer outro lugar e a populacao incorpora a modernidade na cultura e, logo, no visual. Mulheres com luzes nos cabelos e com roupas de marcas internacionalmente conhecidas desfilam pelas ruas com ares de quem sabe que eh vanguarda.

O mais curisoso em Rabat, porem, foi um equivoco constante dos marroquinos. Por diversas vezes, pessoas vinham falar comigo em arabe e eu tinha que pedir uma 'traducao' para o frances. No Saara eu descobri que me pareço um berbere, uma etnia do país, e nao lembro em nada os arabes. Portanto, o proximo que falar que tenho cara de arabe vou chamar de ignorante!

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