No Senegal, o que termina antes é a própria pergunta: "Será que vai ter água?" Lembre-se de que estamos falando de um país que está localizado logo abaixo do Saara, o maior e mais quente deserto do mundo. Assim, nem mesmo um bom hotel está livre de um chuveiro seco. Quando você acha que vai tomar um banho quentinho, acaba recebendo um balde de água fria. Mesmo.
Certamente o banho de balde não foi uma novidade, tenho a lembrança remota de alguma casa de campo na qual passei por essa experiência, ou talvez me esteja vindo o eco de um canto obscuro da memória dos dias em que eu era apenas um bebê. Também não foi a primeira vez que tive problemas com banho em terras estrangeiras, como hão de lembrar os "amigos" sobre uma certa situação constrangedora no Marrocos (putz, taí minha lembrança do balde!).
Desta vez, pelo menos, eu estava sozinho. Mas foi igualmente inusitado. Ao final, só conseguia pensar na quantidade de água que havia economizado naquele banho. Nem mesmo o balde todo tinha sido necessário. Apesar da situação incômoda, me senti bem por não ter jogado os escassos recursos do Senegal literalmente pelo ralo. Em tempos de ecologicamente correto, isso sim deveria se chamar ecoturismo.

O meio ambiente agradece...
ResponderExcluirJá adicionei seu blog aos meus "favoritos"... suas aventuras e habilidade de discorrer sobre situações tão inusitadas (para nós, pelo menos) vem me enriquecendo e divertindo um bocado!!! Não pare! Essa do banho de balde foi ótima... mexeu também com minhas lembranças... beijo!
ResponderExcluirÓtimos trocadilhos. Cheguei a pronunciá-los em voz alta para aproveitá-los melhor.
ResponderExcluir